Efeitos negativos da instabilidade nos mercados financeiros

25 05 2008

Nos ultimos anos os bancos têm baixado progressivamento o spread dos créditos habitação , mas esta situação tende a alterar se nos próximos tempos.

Apesar de não ser novidade para ninguém a crise que o mercado financeiro atravessa, nestas ultimas semanas e até meses, a falta e liquidez e uma maior dificuldade na obtenção de crédito por parte dos bancos têm os seus reflexos no consumidor final. As consequências são imediatas para os consumidores que pretendem ter contrair um crédito habitação.

Tendo em conta a crise do mercado financeiro, será cada vez mais difícil o acesso ao crédito, pois os
bancos irão pedir mais garantias pelo crédito. Assim como, irão tentar rentabilizar mais os créditos que forem aprovados, face á diminuição dos créditos efectuados.
obviamente passará por subir o spread do crédito habitação que é o principal fonte de rendimento de qualquer banco.





Crédito à habitação: dúvidas mais frequentes

15 05 2008

Vamos começar por deixar aqui umas noções sobre o que significam as principais taxas aplicadas pelos Bancos na conceção de um Crédito.

A TAN (taxa de juro anual nominal) permite calcular os juros do empréstimo através do prazo e do montante do empréstimo. A TAN resulta da adição do indexante com o spread, ao qual acrescem os efeitos do arredondamento.

Esta taxa pode ser fixa ou variável indexada. A fixa, tal como o nome indica, não se altera durante o período estabelecido entre si e o banco. Se, por exemplo, tiver acordado uma taxa fixa de 5 anos, a sua prestação mensal não se modificará, mesmo que as taxas de juro na zona euro sofram variações. Nos últimos estudos sobre esta matéria, concluímos que os produtos de taxa fixa comercializados em Portugal não são atractivos, visto que as taxas de juro praticadas ainda são elevadas.

A taxa variável é mais usual nos contratos de crédito à habitação. Regra geral, é indexada à Euribor a 3, 6 ou 12 meses e, logo, revista trimestral, semestral ou anualmente. Como a duração da maioria dos empréstimos é de 20 ou 30 anos, no final da amortização, as diferenças entre estes indexantes não deverão ser muito significativas.

O spread equivale, grosso modo, à margem de lucro do banco nos contratos de crédito à habitação. Trata-se de um factor comparativo importante no momento de escolher o banco. Os bancos fazem variar o spread em função do montante do empréstimo, da relação entre este e o valor do imóvel (ou seja, a percentagem de financiamento) e, nalguns casos, do prazo do crédito. Mas o envolvimento do cliente (património financeiro, domiciliação do ordenado, produtos contratados, etc.) também pode persuadir o banco a baixar a margem de lucro.

O arredondamento da taxa também pode agravar significativamente a taxa de juro e a consequente prestação mensal do crédito. Tanto pode ser feito às milésimas de ponto percentual superior (menos penalizador para o cliente), como até um terço de ponto percentual superior (mais penalizador).

A TAE (taxa anual efectiva), desde que bem calculada, reflecte todos os encargos associados ao empréstimo, com excepção dos prémios dos seguros exigidos pelo banco. É, pois, a taxa mais fiável para comparar as várias propostas de crédito: aquela que apresentar uma TAE mais baixa corresponderá ao empréstimo mais barato.